quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Capítulo 18 - A PASSAGEM DO SONHO 5. O sonho feliz

1. Prepara-te agora para o desfazer do que nunca existiu. Se já compreendesses a diferença entre verdade e ilusão, a Expiação não teria nenhum significado. O instante santo, o relacionamento santo, o ensinamento do Espírito Santo e todos os meios pelos quais se realiza a salvação não teriam nenhum propósito. Pois todos não são senão aspectos do plano de mudar os teus sonhos de medo para sonhos felizes, dos quais facilmente despertas para o conhecimento. Não te encarregues disso, pois não podes distinguir entre progresso e retrocesso. Alguns dos teus maiores progressos julgaste como fracassos e alguns dos piores retrocessos avaliaste como sucesso.

2. Nunca te aproximes do instante santo depois que tiveres tentado remover todo o medo e todo o ódio da tua mente. Essa é a sua função. Nunca tentes não ver a tua culpa antes de pedir ajuda ao Espírito Santo. Essa é a função Dele. A tua parte consiste apenas em oferecer a Ele um pouco de boa vontade para deixar que Ele remova todo medo e todo ódio, e para seres perdoado. Com a tua pequena fé, unida à Sua compreensão, Ele construirá a tua parte na Expiação e garantirá que tu a cumpriras facilmente. E com Ele construirás uma escada, plantada na sólida rocha da fé que se ergue ate o Céu. E tampouco a usarás para ascender ao Céu sozinho.

3. Através do teu relacionamento santo, renascido e abençoado a cada instante santo que não programaste, milhares subirão ao Céu contigo. Tu és capaz de planejar isso? Ou poderias te preparar para tal função? No entanto, isso é possível porque é Vontade de Deus. E nem ira Ele mudar a própria Mente a respeito disso. O início e o propósito, ambos pertencem a Ele. Um tu aceitaste, o outro te será provido. Um propósito tal como esse, sem um meio, é inconcebível. Ele provoca o meio a qualquer um que compartilhe o Seu propósito.

4. Os sonhos felizes vêm a ser verdadeiros, não porque sejam sonhos, mas porque são felizes. E assim têm que ser amorosos. A sua mensagem é: “Faça-se a Tua Vontade”, e não: “Eu quero de outra forma.” O alinhamento do meio e do propósito é um empreendimento impossível na tua compreensão. Nem sequer te dás conta de que aceitaste o propósito do Espírito Santo como teu e só poderias trazer meios não-santos para a sua realização. A pequena fé que foi necessária para mudar o propósito é tudo o que te é pedido para que possas receber o meio e usa-lo.

5. Não é um sonho amar o teu irmão como a ti mesmo. E nem é um sonho o teu relacionamento santo. Tudo o que permanece de sonhos dentro dele é que ainda é um relacionamento especial. No entanto, é muito útil para o Espírito Santo, Que tem uma função especial aqui. Ele se tomará o sonho feliz através do qual o Espírito Santo poderá espalhar a alegria a milhares e milhares de pessoas que acreditam que o amor é medo e não felicidade. Permite que Ele cumpra a função que deu ao teu relacionamento aceitando- a para ti e nada ficará faltando para fazer dele o que Ele quer que seja.

6. Quando sentes a santidade do teu relacionamento ameaçada por qualquer coisa, pára imediatamente e oferece ao Espírito Santo a tua disponibilidade, apesar do medo, para permitir que Ele troque esse instante pelo instante santo que preferes ter. Ele jamais falhará nisso. Mas não te esqueças de que o teu relacionamento é uno e, portanto, necessariamente aquilo que ameaça a paz de um, seja lá o que for, ameaça a paz do outro igualmente. O poder de unir-te à benção do teu relacionamento está no fato de que agora é impossível para ti ou para o teu irmão sentir medo sozinho ou tentar lidar com o medo sozinho. Nunca acredites que isso é necessário ou mesmo possível. Entretanto, assim como isso é impossível, também é igualmente impossível que o instante santo venha a qualquer um de vós sem vir ao outro. E ele virá a ambos, a pedido de qualquer um dos dois.

7. Aquele que for o mais são no momento em que a ameaça é percebida, deve lembrar-se de quanto é profundo o seu débito para com o outro e de quanta gratidão lhe é devida e deve alegrar-se por poder pagar a sua dívida trazendo felicidade a ambos. Que ele se lembre disso e diga:

Eu desejo essé instanté santo para mim, para qué eu possa com partilhá-lo com o meu
irmão, a quem eu amo.
Não mé é possível tê-lo sem elé é nem elé sem mim.
No entanto, é totalmenté possível para nós com partilhá-lo agora.
É assim eu escolho essé instanté como aquelé qué ofereço ao Espírito Santo, para qué a
Sua benção possa descer sobré nós é manter-nos em paz.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Capítulo 18 - A PASSAGEM DO SONHO 4. Um pouco de boa vontade

1. O instante santo é o resultado da tua determinação de ser santo. É a resposta. O desejo e a disponibilidade para permitir que ele venha precedem a sua vinda. Preparas a tua mente para ele apenas na medida em que reconheces que o queres acima de todas as outras coisas. Não é necessário fazer mais; na verdade, é necessário que reconheças que não podes fazer mais. Não tentes dar ao Espírito Santo aquilo que Ele não pede, ou estarás adicionando o ego a Ele e confundindo os dois. Ele só pede pouco. É Ele que adiciona a grandeza e o poder. Ele une-se a ti para fazer com que o instante santo seja muito maior do que podes compreender. É o teu reconhecimento de que precisas fazer tão pouco que permite a Ele dar tanto.

2. Não confies nas tuas boas intenções. Elas não são suficientes. Mas confies implicitamente na tua disponibilidade, não importa o que mais possa entrar nisso. Concentra-te apenas nela e não te perturbes pelas sombras que a cercam. É por isso que vieste. Se pudesses vir sem elas, não terias necessidade do instante santo. Vêm a ele, não em arrogância, presumindo que tens que conseguir o estado que ele traz com sua vinda. O milagre do instante santo está na tua disponibilidade para permitir que ele seja o que é. E na tua disponibilidade para isso está também a tua aceitação de ti mesmo tal como foste criado.

3. A humildade jamais pedirá que fiques contente com a pequenez. Mas requer que não fiques contente com menos do que a grandeza que não vem de ti. A tua dificuldade com o instante santo surge da tua convicção firme de que não és digno dele. E o que é isso, senão a determinação de seres assim como queres fazer a ti mesmo? Deus não criou a Sua própria morada indigna de Si Mesmo. E se acreditas que Ele não pode entrar onde é Sua Vontade estar, tens que estar interferindo com a Sua Vontade. Não necessitas que a força da tua vontade venha de ti mesmo, mas só da Sua Vontade.

4. O instante santo não vem só da tua boa vontade que é pouca. Resulta sempre desse pouco de boa vontade combinado com o poder ilimitado da Vontade de Deus. Tens estado errado ao pensar que é necessário preparar-te para Ele. É impossível fazer preparativos arrogantes para a santidade e não acreditar que depende de ti estabelecer as condições para a paz. Deus as estabeleceu. Elas não aguardam a tua disponibilidade para serem o que são. A tua disponibilidade só é necessária para possibilitar que te seja ensinado quais são elas. Se insistes em seres indigno de aprender isso, estás interferindo com alição, por acreditares que tens que fazer com que o aprendiz seja diferente. Não fizeste o aprendiz e nem podes fazê-lo diferente. Queres em primeiro lugar fazer um milagre por tua própria conta e depois esperar que um seja feito para ti?

5. Tu meramente fazes a pergunta. A resposta é dada. Não busques responder, mas apenas receber a resposta assim como é dada. Ao preparar-te para o instante santo, não tentes fazer-te santo para estar pronto para recebê-lo. Isso é apenas confundir o teu papel com o de Deus. A Expiação não pode vir para aqueles que pensam que, em primeiro lugar precisam expiar, mas só para aqueles que nada mais oferecem senão a simples disponibilidade de abrir caminho para ela. A purificação é só de Deus e, portanto, é para ti. Ao invés de buscar preparar-te para Ele, tenta pensar deste modo: 

Eu, qué sou anfitrião dé Deus, sou digno Dele.
Ele, Qué estabeleceu em mim a Sua morada, criou-a como Elé queria qué fosse.
Não é preciso qué eu a apronté para Ele, mas apenas qué eu não interfira no Seu plano
para restituir-mé a minha própria consciência dé estar pronto, qué é eterna.
Eu nada tenho qué adicionar ao piano dé Deus.
Mas para recebê-lo, tenho qué estar disposto a não substituí-lo pelo meu.

6. E isso é tudo. Adiciona mais e estarás simplesmente retirando o pouco que te é pedido. Lembra-te de que fizeste a culpa e que o teu plano para escapar da culpa tem sido o de trazer a ela a Expiação e fazer com que a salvação seja amedrontadora. E é apenas medo o que adicionaras ao preparar-te para o amor. A preparação para o instante santo pertence Àquele Que o dá. Libera-te para Ele, Cuja função é a liberação. Não assumas por Ele a Sua função. Dá-Lhe apenas o que Ele pede, de modo que possas aprender como é pequena a tua parte e como é grande a Sua.

7. É isso o que faz com que o instante santo seja tão fácil e tão natural. Tu o tornas difícil, porque insistes que tem que haver mais coisas que precisas fazer. Achas difícil aceitar a idéia de que precisas dar tão pouco para receber tanto. E é muito difícil para ti reconhecer que não é um insulto pessoal que a tua contribuição e a do Espírito Santo sejam tão extremamente desproporcionais. Ainda estás convencido de que a tua compreensão é uma contribuição poderosa para a verdade e faz dela o que ela é. Entretanto, nós já enfatizamos que nada precisas compreender. A salvação é fácil exatamente porqué nada pede que não possas dar agora mesmo.

8. Não te esqueças de que foi decisão tua fazer com que tudo o que é natural e fácil para ti seja impossível. Se acreditas que o instante santo é difícil para ti, é porque te tomaste o árbitro do que é possível e permaneces sem vontade de ceder o lugar Àquele Que tem o conhecimento. Toda a crença em ordens de dificuldades em milagres está centrada nisso. Tudo aquilo que é Vontade de Deus não só é possível como já aconteceu. E é por isso que o passado se foi. Ele nunca aconteceu na realidade. Só na tua mente, que pensou que tudo isso aconteceu, é necessário desfazê-lo.

domingo, 9 de agosto de 2015

Capítulo 18 - A PASSAGEM DO SONHO 3. Luz no sonho

1. Tu, que tens gasto a tua vida trazendo verdade a ilusões, realidade a fantasias, tens andado pelo caminho dos sonhos. Pois passaste do despertar ao sono e penetraste cada vez mais em um sono ainda mais profundo. Cada sonho levou a outros sonhos e cada fantasia que parecia trazer uma luz à escuridão só fez com que as trevas fossem mais profundas. A tua meta era a escuridão onde nenhum raio de luz pudesse entrar. E buscaste uma negrura completa para que pudesses nela esconder-te da verdade para sempre, em completa insanidade. O que esqueceste foi simplesmente que Deus não pode destruir a Si mesmo. A luz está em ti. As trevas podem encobri-Ia, mas não podem apagá-la.

2. À medida que a luz vem para mais perto, correrás para a escuridão encolhendo-te com medo da verdade, às vezes recuando para as formas menos intensas do medo e às vezes para o terror mais absoluto. Mas avançarás, porque a tua meta e avançar do medo à verdade. A meta que aceitaste é a meta do conhecimento, para a qual manifestaste a tua disponibilidade. O medo parece viver na escuridão e, quando sentes medo, deste um passo para trás. Vamos, então, unir-nos rapidamente em um instante de luz e isso será o suficiente para lembrar-te que a tua meta é a luz.

3. A verdade tem corrido ao teu encontro desde que a chamaste. Se conhecesses Quem caminha a teu lado no caminho que escolheste, o medo seria impossível. Não conheces porque a jornada para a scuridão foi longa e cruel e entraste profundamente nela. Um leve piscar dos teus olhos, há tanto tempo fechados, ainda não foi suficiente para te dar confiança em ti mesmo, há tanto tempo desprezado. Vais ao encontro do amor ainda odiando-o e terrivelmente temeroso do seu julgamento sobre ti. E não reconheces que não tens medo do amor, mas apenas do que fizeste do amor. Estás avançando rumo ao significado do amor e te distanciando de todas as ilusões com as quais o cercaste. Quando recuas para a ilusão o teu medo aumenta, pois lá há poucas dúvidas de que o que pensas que ele significa é amedrontador. No entanto, o que é isso para nós que viajamos em segurança e velozmente para longe do medo?

4. Tu, que seguras a mão do teu irmão, seguras também a minha, pois quando vos unistes não estáveis sozinhos. Acreditas que eu te deixaria na escuridão, que tu concordaste em deixar comigo? No teu relacionamento está a luz do mundo. E o medo tem que desaparecer diante de ti agora. Não sejas tentado a arrancar a dádiva da fé que ofereceste ao teu irmão. Terás sucesso em assustar a ti mesmo. A dádiva é dada para sempre, pois o próprio Deus a recebeu. Tu não podes tomá-la de volta. Aceitaste a Deus. A santidade do teu relacionamento está estabelecida no Céu. Não compreendes o que aceitaste, mas lembra- te de que a tua compreensão não é necessária. Tudo o que foi necessário foi simplesmente o desejo de compreender. Esse desejo era o desejo de ser santo. A Vontade de Deus te foi concedida. Pois desejas a única coisa que sempre tiveste ou sempre foste.

5. Cada instante que passamos juntos vai te ensinar que essa meta é possível e fortalecerá o teu desejo de alcançá-la. E no teu desejo está a sua realização. O teu desejo está agora em completo acordo com todo o poder da Vontade do Espírito Santo. Nenhum dos pequenos passos em falso que possas dar é capaz de separar o teu desejo da Sua Vontade e da Sua força. Eu seguro a tua mão com tanta segurança quanto tu concordaste em tomar a mão do teu irmão. Vós não vos separareis, pois eu estou convosco e caminho convosco em vosso progresso rumo à verdade. E aonde nós vamos carregamos Deus conosco.

6. No teu relacionamento tu te uniste a mim trazendo o Céu ao Filho de Deus, que se escondia na escuridão. Tens estado disposto a trazer a escuridão à luz e essa tua disponibilidade tem dado força a todos os que queriam permanecer na escuridão. Aqueles que querem ver verão. E se unirão a mim transportando a sua luz à escuridão, quando a escuridão dentro deles for oferecida à luz e removida para sempre. A minha necessidade de ti, unido a mim na luz santa do teu relacionamento, é a tua necessidade da salvação. Não te daria eu o que deste a mim? Pois quando te uniste ao teu irmão, respondeste a mim.

7. Tu que és agora o portador da salvação, tens a função de trazer a luz à escuridão. A escuridão em ti foi trazida à luz. Transporta-a de volta à escuridão, partindo do instante santo ao qual a trouxeste. Nós nos tomamos íntegros no nosso desejo de tornar íntegro. Não permitas que o tempo te preocupe, pois todo o medo que tu e teu irmão experimentam é realmente passado. O tempo foi reajustado para nos ajudar a fazer juntos aquilo que os vossos passados separados impediriam. Vós ultrapassastes o medo, pois duas mentes não se podem unir no desejo do amor sem que O amor se una a elas.

8. Não há no Céu nem uma única luz que não vá convosco. Nem um único Raio que brilhe para sempre na Mente de Deus deixa de vos iluminar. O Céu está unido a vós no vosso avanço rumo ao Céu. Quando grandes luzes tais como estas estão unidas a vós para dar a pequena centelha do vosso desejo o poder do próprio Deus, será possível permanecerdes nas trevas? Tu e o teu irmão estão voltando ao lar juntos, após uma longa jornada sem significado que empreenderam um à parte do outro e que não levou a lugar nenhum. Tu achaste o teu irmão e vos iluminareis o caminho um para o outro. E a partir dessa Luz, os Grandes Raios estender-se-ão para trás em direção às trevas e para frente em direção a Deus, para desvanecer o passado com seu resplendor e assim abrir espaço para a Sua Presença eterna, na qual todas as coisas são radiantes na luz.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Capítulo 18 - A PASSAGEM DO SONHO 2. A base do sonho

1. Não é fato que nos sonhos surge um mundo que parece ser bastante real? Entretanto, pensa sobre o que é esse mundo. Claramente não é o mundo que viste antes de dormir. É mais uma distorção do mundo planejada somente em torno daquilo que terias preferido. Aqui estás “livre” para refazer qualquer coisa que aparentemente te tenha atacado e fazer dela um tributo ao teu ego, que foi ultrajado pelo “ataque”. A não ser que tenhas visto a ti mesmo como se fosses um com o ego, que sempre olha para si próprio e, portanto, para ti como alvo de ataque e altamente vulnerável a esse ataque, tal não seria o teu desejo.

2. Os sonhos são caóticos porque são governados pelos teus desejos conflitantes e não têm, portanto, qualquer preocupação com o que é verdadeiro. Eles são o melhor exemplo que poderias ter de como a percepção pode ser usada para substituir a verdade por ilusões. Não os levas a sério quando acordas, porque o fato da realidade neles ser violada de forma tão ultrajante passa a ser evidente. No entanto, são uma maneira de olhar para o mundo e de mudá-lo para agradar mais ao ego. Eles provêem exemplos gritantes tanto da incapacidade do ego de tolerar a realidade, quanto da tua disponibilidade para mudar a realidade a favor dele.

3. Não achas perturbadoras as diferenças entre o que vês durante o sono e ao despertares. Reconheces que o que vês quando acordas é obliterado nos sonhos. Entretanto, ao acordares, não esperas que tenha desaparecido. Nos sonhos, tu arranjas tudo. As pessoas vêm a ser o que queres que sejam e o que fazem é o que tu ordenas. Nenhum limite em termos das substituições que podes fazer te é imposto. Durante um certo tempo, é como se o mundo te fosse dado para que faças dele o que desejas. Não reconheces que o estás atacando, tentando triunfar sobre ele e fazer com que sirva a ti.

4. Os sonhos são cenas temperamentais da percepção, nos quais literalmente gritas: “Quero que seja assim!” E assim parece ser. E, no entanto, o sonho não pode fugir da sua origem. A raiva e o medo o perpassam e, em um instante, a ilusão de satisfação é invadida pela ilusão do terror. Pois o sonho de que tens a capacidade de controlar a realidade substituindo-a por um mundo que preferes é aterrador. As tuas tentativas de obliterar a realidade são muito amedrontadoras, mas isso não estás disposto a aceitar. E assim as substituis pela fantasia de que é a realidade que é amedrontadora e não o que queres fazer dela. E desse modo a culpa se faz real.

5. Os sonhos te mostram que tens o poder de fazer o mundo conforme queres que ele seja e, porque o queres, tu o vês. E enquanto o vês, não duvidas de que ele seja real. Contudo, aqui está um mundo, é óbvio que ele está dentro da tua mente, mas aparenta estar do lado de fora. Não respondes a ele como se o tivesses feito e nem reconheces que as emoções que o sonho produz necessariamente vêm de ti. São as figuras no sonho e o que fazem que parecem fazer o sonho. Tu não reconheces que estás fazendo com que representem para ti, pois se reconhecesses, a culpa não seria delas e a ilusão de satisfação desapareceria. Nos sonhos, essas características não são obscuras. Pareces despertar e o sonho se foi.
Entretanto, o que falhas em reconhecer e que aquilo que causou o sonho não se foi com ele. O teu desejo de fazer um outro mundo que não é real permanece contigo. E aquilo para o qual pareces despertar, não é senão uma outra forma desse mesmo mundo que vês nos sonhos. Todo o teu tempo é gasto em sonhar. Os teus sonhos, quando estás dormindo, e os teus sonhos, quando estás acordado, têm formas diferentes e isso é tudo. Seu conteúdo é o mesmo. Eles são o teu protesto contra a realidade e a tua idéia fixa e insana de que podes mudá-la. Nos teus sonhos quando estás acordado, o relacionamento especial tem um lugar especial. Ele é o meio pelo qual tentas fazer com que os teus sonhos, enquanto estás dormindo, venham a ser verdadeiros. Disso, tu não despertas. O relacionamento especial é a tua determinação de manter-te apegado à irrealidade e impedir a ti mesmo de despertar. E enquanto deres maior valor ao sono do que ao despertar, não abrirás mão dele.

6. O Espírito Santo, sempre prático em Seu juízo, aceita os teus sonhos e os usa como um meio de fazer com que despertes. Tu os terias usado para permaneceres adormecido. Eu disse anteriormente que a primeira mudança, antes dos sonhos desaparecerem, é que os teus sonhos de medo são transformados em sonhos felizes. É isso o que o Espírito Santo faz no relacionamento especial. Ele não o destrói, nem o arranca de ti. Mas Ele o usa de um modo diferente, como uma ajuda para fazer com que o Seu propósito seja real para ti. O relacionamento especial permanecerá, não como uma fonte de dor e culpa, mas como uma fonte de alegria e liberdade. Ele não será apenas para ti, pois é aí que está a sua miséria. Assim como a sua não-santidade o manteve como uma coisa a parte, a sua santidade virá a ser um oferecimento para todas as pessoas.

7. O teu relacionamento especial será um meio de desfazer a culpa em todas as pessoas abençoadas através do teu relacionamento santo. Será um sonho feliz e um sonho que irás compartilhar com todos aqueles que vierem a estar diante da tua vista. Através dele, a benção que o Espírito Santo derramou sobre ele será estendida. Não penses que Ele se esqueceu de pessoa alguma no propósito que te deu. E não penses que Ele se esqueceu de ti, a quem deu a dádiva. Ele usa todas as pessoas que O chamam como meios para a salvação de todos. E Ele despertará a todos através de ti, que ofereceste o teu relacionamento a Ele. Se apenas reconhecesses a Sua gratidão! Ou a minha através da Sua! Pois nós estamos unidos em um único propósito, sendo uma só mente com Ele.

8. Não permitas que o sonho assuma o controle a ponto de te fechar os olhos. Não é estranho que os sonhos possam fazer um mundo que não é real. É o desejo de faze-lo que é inacreditável. O teu relacionamento com o teu irmão agora veio a ser um relacionamento no qual esse desejo foi removido, porque o seu propósito foi mudado de um propósito de sonhos para um propósito de verdade. Não estás certo disso, porque pensas que talvez esse seja o sonho. Estás tão habituado a escolher entre sonhos, que não vês que finalmente fizeste a escolha entre a verdade e todas as ilusões.

9. No entanto, o Céu é garantido. Isso não é um sonho. Que ele tenha vindo significa que escolheste a verdade e ela veio porque tens estado disposto a deixar que o teu relacionamento especial satisfaça as suas condições. No teu relacionamento, o Espírito Santo gentilmente colocou o mundo real, o mundo dos sonhos felizes, dos quais o despertar é tão fácil e tão natural. Pois, assim como os teus sonhos, quando estás dormindo, e os teus sonhos, quando estás acordado, representam os mesmos desejos em tua mente, também assim o mundo real e a verdade do Céu se unem na Vontade de Deus. O sonho do despertar é facilmente transferido para a realidade de estares desperto. Pois esse sonho reflete a tua vontade unida à Vontade de Deus. E o que essa Vontade quer que se realize nunca deixou de estar feito.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Capítulo 18 - A PASSAGEM DO SONHO 1. A realidade substituta

1. Substituir é aceitar alguma coisa em lugar de outra. Se apenas considerasses exatamente o que isso acarreta, imediatamente perceberias o quanto essa atitude está em desacordo com a meta que o Espírito Santo te deu e quer realizar para ti. Substituir é escolher entre opções, renunciando a um aspecto da Filiação em favor de outro. Para esse propósito especial, alguém é julgado mais valioso e o outro é substituído por ele. O relacionamento no qual ocorreu a substituição é então fragmentado e seu propósito dividido de acordo com isso. Fragmentar é excluir e a substituição é a defesa mais forte que o ego tem para a separação.

2. O Espírito Santo nunca usa substitutos. Aonde o ego percebe uma pessoa como substituta de outra, o Espírito Santo as vê unidas e indivisíveis. Ele não julga entre elas, tendo o conhecimento de que são uma só. Sendo unidas, elas são uma só porque são a mesma. A substituição é claramente um processo no qual elas são percebidas como diferentes. Um quer unir, o outro separar. Nada pode se interpor entre o que Deus uniu e o Espírito Santo vê como um só. Mas tudo parecé se interpor entre os relacionamentos fragmentados que o ego promove para destruir.

3. A única emoção onde a substituição é impossível é o amor. O medo envolve substituição por definição, pois é a substituição do amor. O medo é ao mesmo tempo uma emoção fragmentada e uma emoção que fragmenta. Parece tomar muitas formas e cada uma parece requerer uma maneira diferente de encenação para obter satisfação. Embora isso pareça introduzir um comportamento bastante variável, um efeito muito mais sério está na percepção fragmentada da qual o comportamento decorre. Ninguém é visto como alguém completo. O corpo é enfatizado, com ênfase especial em certas partes, e usado como padrão de comparação da aceitação ou da rejeição para encenar uma forma especial de medo.

4. Tu, que acreditas que Deus é medo, fizeste apenas uma substituição. Ela tomou muitas formas, porque foi a substituição da verdade pela ilusão, da totalidade pela fragmentação. Ela veio a ser tão partida, subdividida e de novo dividida, vezes e mais vezes, que agora é quase impossível perceber que alguma vez foi uma só e que ainda é o que era. Esse único erro, que trouxe a verdade à ilusão, a infinidade ao tempo e a vida à morte, foi tudo o que jamais fizeste. Todo o teu mundo se baseia nele. Tudo o que vês reflete isso e cada relacionamento especial que jamais tiveste é parte disso. 

5. Podes te surpreender quando ouvires o quanto a realidade é diferente daquilo que vês. Não reconheces a magnitude desse único erro. Ele foi tão vasto e tão completamente inacreditável que um mundo de total irrealidade tinha que emergir. Que outra coisa poderia resultar disso? Seus aspectos fragmentados são bastante amedrontadores quando começas a olhar para eles. Mas nada do que tens visto nem de leve te mostra a enormidade do erro original, que aparentemente te expulsou do Céu para estilhaçar o conhecimento em pequenas partes sem significado de percepções desunidas e para forçar-te a fazer mais substituições.

6. Essa foi a primeira projeção do erro para fora. O mundo surgiu para escondê-lo e veio a ser a tela na qual ele foi projetado e colocado entre tu e a verdade. Pois a verdade se estende para dentro, onde a idéia de perda não tem significado e só o aumento é concebível. Tu realmente pensas que é estranho que um mundo no qual tudo está de trás para frente e de cabeça para baixo tenha surgido dessa projeção do erro? Era inevitável. Pois a verdade trazida a isso somente poderia permanecer quieta do lado de dentro, sem tomar parte em toda a louca projeção pela qual esse mundo foi feito. Não chames isso de pecado, mas de loucura, pois foi assim e assim ainda permanece. Não invistas aí a culpa, pois a culpa implica que isso tenha sido realizado na realidade. E acima de tudo, não tenhas medo disso.

7. Quando pareces ver alguma forma distorcida do erro original surgindo para amedrontar-te, apenas digas: “Deus não é medo, mas Amor” e ela desaparecerá. A verdade te salvará. Ela não te deixou para sair para esse mundo louco e assim afastar-se de ti. Dentro de ti está a sanidade, a insanidade esta fora de ti. Apenas acreditas que é o contrário, que a verdade está do lado de fora e o erro e a culpa dentro de ti. As tuas pequenas substituições sem sentido, que foram tocadas pela insanidade e rodopiam numa seqü.ncia louca como plumas dançando de forma insana a mercê do vento, não têm substância. Elas fundem-se, misturam-se e separam-se em padrões deslocáveis totalmente sem significado que absolutamente não precisam ser julgados. Julgá-los individualmente não faz sentido. Suas diminutas diferenças em forma não são diferenças reais em absoluto. Nenhuma delas importa. Isso elas têm em comum e nada mais. No entanto, o que mais é necessário para fazer com que todas sejam a mesma?

8. Deixe-as ir, todas elas, dançando ao vento, caindo e rodopiando até que desapareçam de vista, longe, longe, fora de ti. E volta-te para a nobre calma do lado de dentro, onde em quietude santa habita o Deus vivo Que nunca deixaste e Que nunca te deixou. O Espírito Santo te toma gentilmente pela mão e retraça contigo a tua louca jornada para fora de ti mesmo, conduzindo-te com gentileza de volta à verdade e à segurança dentro de ti. Ele traz à verdade todas as tuas projeções insanas e as substituições absurdas que colocaste do lado de fora. Assim Ele reverte o curso da insanidade e te restitui a razão.

9. No teu relacionamento com o teu irmão, onde Ele se responsabilizou por tudo a pedido teu, Ele estabeleceu o curso em direção ao que está dentro, a verdade que vós compartilhais. No mundo louco que está lá fora, nada pode ser compartilhado, mas somente substituído e o compartilhar e o substituir nada têm em comum na realidade. Dentro de ti, amas a teu irmão com um amor perfeito. Aqui é a terra santa, na qual substituição alguma pode entrar e onde só a verdade em teu irmão pode habitar. Aqui vós estais unidos em Deus, tão unidos quanto estão unidos a Ele. O erro original não entrou aqui, nem jamais entrará. Aqui está a verdade radiante, à qual o Espírito Santo entregou o teu relacionamento. Deixa que Ele o traga aqui, onde tu queres que ele esteja. Dá ao Espírito Santo apenas um pouco de fé em teu irmão para ajudá-Lo a te mostrar que nenhum substituto que tenhas feito para o Céu pode excluir-te dele.

10. Em ti não há separação e nenhum substituto pode manter-te afastado do teu irmão. A tua realidade foi criação de Deus e não tem substituto. Vós estais tão firmemente unidos em verdade, que apenas Deus está presente. E Ele jamais aceitaria alguma outra coisa em teu lugar. Ele ama os dois igualmente e como um só. E assim como Ele te ama, assim tu és. Vós não estais unidos em ilusões, mas no Pensamento que é tão santo e tão perfeito que ilusões não podem permanecer para obscurecer o local santo no qual vos encontrais juntos. Deus está contigo, meu irmão. Vamos nos unir a Ele em paz e gratidão e aceitar a dádiva de Deus como nossa mais santa e perfeita realidade, realidade essa que nós compartilhamos Nele.

11. O Céu é restaurado a toda a Filiação através do teu relacionamento, pois nele esta a Filiação íntegra e bela, a salvo em teu amor. O Céu entrou em quietude, pois todas as ilusões foram gentilmente trazidas à verdade em ti e o amor brilhou sobre ti abençoando o teu relacionamento com a verdade. Deus e toda a Sua criação entraram juntos nesta relação. Como é belo e como é santo o teu relacionamento, com a verdade brilhando sobre ele! O Céu o contempla e se alegra por teres deixado que ele viesse a ti. E o próprio Deus está contente que o teu relacionamento seja assim como foi criado. O universo dentro de ti está contigo, junto com o teu irmão. E o Céu olha com amor para o que está unido nele, junto com o seu Criador.

12. Aquele a quem Deus chamou não deve ouvir quaisquer substitutos. O chamado desses substitutos não passa de um eco do erro original que despedaçou o Céu. E o que veio a ser da paz naqueles que o ouviram? Volta comigo para o Céu, caminhando junto com o teu irmão para fora desse mundo e através de um outro, para a beleza e a alegria que o outro contém dentro de si. Queres enfraquecer e separar ainda mais o que já está partido e sem esperança? É aqui que queres procurar a felicidade? Será que não preferes curar o que está partido e unir-te para tornar integro o que foi devastado pela separação e pela doença?

13. Foste chamado, junto com o teu irmão, para a função mais santa que esse mundo contém. É a única que não tem limites e alcança cada elemento fragmentado da Filiação com a cura e o consolo unifica dor. Isso te é oferecido em teu relacionamento santo. Aceita-o aqui e darás assim como aceitaste. A paz de Deus te é dada com o brilhante propósito no qual te unes ao teu irmão. A luz santa que trouxe a ti e a ele para a união tem que estender-se assim como tu a aceitaste.

Capitulo 17 - O PERDÃO E O RELACIONAMENTO SANTO 8. As condições da paz

1. O instante santo não é nada mais do que um caso especial ou um exemplo extremo daquilo que todas as situações são destinadas a ser. O significado que o propósito do Espírito Santo deu a ele também é dado a todas as situações. Ele convoca a mesma suspensão da falta de fé, que é afastada e deixada de lado de forma que a fé possa responder ao chamado da verdade. O instante santo é o exemplo brilhante, a demonstração clara e inequívoca do significado de todos os relacionamentos e de todas as situações quando são vistos como um todo. A fé aceitou cada aspecto da situação e a falta de fé não forçou nela nenhuma exclusão. É uma situação de perfeita paz, simplesmente porque deixaste que ela fosse o que é.

2. Essa simples cortesia é tudo o que o Espírito Santo te pede. Permite que a verdade seja o que é. Não a invadas, não a ataques, não interrompas a sua vinda. Deixa que ela envolva todas as situações e te traga paz. Nem mesmo a fé te é pedida, pois a verdade nada pede. Deixa que ela entre e trará à tona e manterá para ti a fé de que necessitas para a paz. Mas não te levantes contra ela, pois contra a tua oposição, ela não pode vir.

3. Não queres fazer de cada situação um instante santo? Pois tal é a dádiva da fé, dada livremente em todo lugar onde a falta de fé é deixada de lado, sem utilidade. E então o poder do propósito do Espírito Santo está livre para ser usado em seu lugar. Esse poder instantaneamente transforma todas as situações em um meio seguro e contínuo para estabelecer o Seu propósito e demonstrar a realidade dele. O que foi demonstrado convocou a fé e a fé lhe foi dada. Agora vem a ser um fato, do qual a fé não mais pode ser afastada. A tensão de recusar fé à verdade é enorme, muito maior do que reconheces. Mas responder à verdade com fé não acarreta tensão alguma.

4. A ti, que reconheceste o chamado do teu Redentor, a tensão de não responder ao Seu chamado parece ser maior do que antes. Isso não é assim. Antes, a tensão estava presente, mas tu a atribuías a alguma outra coisa, acreditando que “alguma outra coisa” a produzia. Isso nunca foi verdadeiro. Pois o que essa “alguma outra coisa” produzia era pesar e depressão, doença e dor, escuridão e imagens vagas de terror, frias fantasias de medo e sonhos ardentes do inferno. E nada mais era senão a tensão intolerável de te recusares a dar fé à verdade e ver a sua evidente realidade.

5. Assim foi a crucificação do Filho de Deus. A sua própria falta de fé fez isso a ele. Pensa com cuidado antes de te permitires usar a tua falta de fé contra ele. Pois ele se elevou e tu aceitaste a Causa do seu despertar como tua. Assumiste a tua parte na sua redenção e agora és inteiramente responsável por ele. Não falhes para com ele agora, pois te foi dado reconhecer o que a tua falta de fé nele não pode deixar de significar para ti. A sua salvação é o teu único propósito. Vê apenas isso em todas as situações e elas serão um meio de trazer apenas isso.

6. Quando aceitaste a verdade como meta para o teu relacionamento, vieste a ser um doador da paz com tanta certeza quanto o teu Pai te deu a paz. Pois a meta da paz não pode ser aceita à parte de suas condições e tiveste fé nesta meta pois ninguém aceita algo que não acredita que seja real. O teu propósito não mudou e não mudará, pois aceitaste o que nunca pode mudar. E agora não és capaz de afastar dele nada do que ele necessita para ser para sempre imutável. A tua liberação é certa. Dá assim como recebeste. E demonstra que te elevaste muito além de qualquer situação que pudesse atrasar-te e manter-te separado Daquele a Cujo chamado tu respondeste.

domingo, 2 de agosto de 2015

Capitulo 17 - O PERDÃO E O RELACIONAMENTO SANTO 7. O chamado para a fé

1. Os substitutos para certos aspectos da situação são as testemunhas da tua falta de fé. Demonstram que não acreditaste que a situação e o problema estavam no mesmo lugar. O problema era a falta de fé e é isso o que demonstras quando o removes da sua fonte e o colocas em outro lugar. Como resultado, não vês o problema. Se não te tivesse faltado fé em que ele poderia ser resolvido, ele teria desaparecido. E a situação teria sido significativa para ti, porque a interferência no caminho da compreensão teria sido removida. Remover o problema e colocá-lo em outro lugar é mantê-lo, pois removes a ti mesmo do problema e fazes com que ele seja insolúvel.

2. Não existe nenhum problema em nenhuma situação que a fé não resolva. Não existe nenhum deslocamento em qualquer aspecto do problema que não faça com que a solução seja impossível. Pois se deslocas parte do problema para outro lugar, o seu significado necessariamente se perde e a solução é inerente ao seu significado. Acaso não é possível que todos os teus problemas tenham sido resolvidos, mas que tenhas excluído a ti mesmo da solução? No entanto, a fé precisa estar lá, no lugar onde alguma coisa foi feita e aonde tu vês que ela foi feita.

3. Uma situação é um relacionamento, sendo a união de pensamentos. Se problemas são percebidos, isso acontece porque se julga que os pensamentos estão em conflito. Mas se a meta é a verdade, isso é impossível. Alguma idéia acerca dos corpos não pode deixar de ter se introduzida, pois as mentes não podem atacar. O pensamento relacionado aos corpos é o sinal da ausência de fé, pois corpos não odem solucionar nada. É a sua intrusão no relacionamento, um erro nos teus pensamentos sobre a situação, que vem a ser, então, a justificativa para a tua falta,de fé. Tu farás esse erro, mas não te preocupes com isso absolutamente. O erro não importa. A falta de fé trazida à fé jamais interferirá com a verdade. Mas a falta de fé usada contra a verdade sempre destruirá a fé. Se te falta fé, pede para que ela seja restaurada onde foi perdida e não busques fazer com que seja inventada para ti em algum outro lugar, como se tivesses sido injustamente privado dela.

4. Somente aquilo que tu não deste pode estar faltando em qualquer situação. Mas lembra-te disso: a meta da santidade foi estabelecida para o teu relacionamento e não por ti. Tu não a estabeleceste porque a santidade não pode ser vista a não ser através da fé e o teu relacionamento não era santo porque a tua fé no teu irmão era tão limitada e pequena. A tua fé tem que crescer para ir de encontro à meta que fo estabelecida. A realidade da meta fará surgir isso, pois verás que a paz e a fé não virão separadamente. Em que situação podes estar sem fé e ainda assim permanecer fiel ao teu irmão?

5. Cada situação em que te achas não é senão um meio de realizar o propósito estabelecido para o teu relacionamento. Se a vês como qualquer outra coisa, estarás sem fé. Não uses a tua falta de fé. Deixa que ela entre e olha para ela com calma, mas não a uses. A falta de fé é a serva da ilusão e totalmente fiel à sua senhora. Usa-a e ela te carregará diretamente às ilusões. Não fiques tentado pelo que ela te oferece. Ela interfere, não com a meta, mas com o valor da meta para ti. Não aceites a ilusão de paz que ela te oferece, mas contempla a sua oferta e reconhece que é ilusão.

6. A meta da ilusão está tão estreitamente ligada à ausência de fé como a fé está ligada à verdade. Se te falta fé em qualquer pessoa em relação ao papel que ela desempenhará e de forma perfeita em qualquer situação antecipadamente dedicada à verdade, a tua entrega está dividida. E assim não terás tido fé no teu irmão e terás usado contra ele a tua falta de fé. Nenhum relacionamento é santo a não ser que a santidade vá com ele a toda parte. Como a santidade e a fé caminham de mãos dadas, assim a fé tem que ir a toda parte com ele. A realidade da meta fará surgir e realizará todos os milagres que forem necessários para a sua realização. Não existe nada por menor ou maior que seja, por mais frágil ou mais forte que seja, que não esteja aqui com o único objetivo de ser gentilmente posta a serviço da meta e orienta da para apoiar o seu propósito. O universo servirá a ela com contentamento, como ela serve ao universo. Mas não interfiras.

7. O poder colocado em ti, em quem a meta do Espírito Santo foi estabelecida, está tão além da tua pequena concepção do infinito que não tens idéia de como é grande a força que vai contigo. E isso podes usar em perfeita segurança. No entanto, apesar de todo o poder dessa força, tão grande que vai além das estrelas e do universo que está além delas, a tua pequena falta de fé pode fazer com que ela seja inútil, se quiseres usar a falta de fé para substituí-la.

8. No entanto, pensa sobre isso e aprende o que causa a falta de fé: pensas que tens contra o teu irmão aquilo que ele fez contra ti. Mas realmente o acusas pelo que tu fizeste a ele. Não é o seu passado, mas o teu, que tens contra ele. E te falta fé nele devido ao que tu foste. Entretanto, és tão inocente quanto ao que foste quanto ele. O que nunca foi não tem causa e não está presente para interferir com a verdade. Não há causa para a falta de fé, mas há Causa para a fé. Essa Causa entrou em qualquer situação que compartilhe o Seu propósito. A luz da verdade brilha a partir do centro da situação e toca todas as pessoas a quem o propósito da situação chama. Ele chama todas as pessoas. Não há nenhuma situação que não envolva todo o teu relacionamento, em todos os aspectos e completo em cada parte. Não podes deixar nada de ti fora dele e manter a situação santa. Pois ela compartilha o propósito de todo o teu relacionamento e deriva dele o próprio significado.

9. Entra em cada situação com a fé que dás ao teu irmão, ou não terás fé no teu próprio relacionamento. A tua fé chamará os outros para compartilharem o teu propósito, assim como esse mesmo propósito convocou a fé em ti. E verás os meios, que um dia já empregaste para te conduzires às ilusões, transformados em meios para a verdade. A verdade chama para a fé e a fé abre espaço para a verdade. Quando o Espírito Santo mudou o propósito do teu relacionamento trocando o teu pelo Seu, a meta que Ele lá colocou foi estendida a todas as situações nas quais entras ou entrarás jamais. E cada situação ficou assim livre do passado que a teria tomado sem propósito.

10. Tu chamas para a fé por causa Daquele Que caminha contigo em todas as situações. Já não és mais totalmente insano e nem estás mais sozinho. Pois a solidão em Deus não pode deixar de ser um sonho. Tu, cujo relacionamento compartilha a meta do Espírito Santo, estás à parte da solidão porque a verdade veio a ti. Seu chamado para a fé é forte. Não uses a tua falta de fé contra ele, pois ele te chama para a salvação e para a paz.